segunda-feira, 13 de março de 2017

Na vida tudo tem um porque, a quântica já provou dizem aqueles que tem o sistêmico como uma verdade. Eu fico então a me perguntar por que tanta ingratidão, falta de compaixão ou simplesmente indiferença com o outro? Se somos, nessa lógica, uno, então somos imediatamente responsáveis pelo outro.
Por que não temos tempo, paciência, ou simplesmente, visão para enxergar aquele que tão próximo está de nós?
Na nossa pressa somos tomados de uma miopia absurda que aos poucos vai minando o coração e nos transformando em pessoas vazias ou frias a quem, para justificar ou explicar, chamamos de pragmáticas… Será?
Seria pragmatismo lembrar do outro só quando dele precisamos? Ou quando de tão próximos que eles estão, a nossa visão é obrigada a vê-lo?
Não sei… Sei apenas que a tristeza no olhar de algumas pessoas denotam justamente a falta de companhia, de solidariedade e mesmo quando sorriem é como se fossem banguelas…
Por outro lado nota-se cada vez mais a agilidade a esperteza nossa e do outro para sobreviver essa problemática.
Procura-se vantagem em tudo e é tudo tão automático que muitos não sentem quando, na sua miopia, ocupam, conseguem mais do que precisam. Se olharmos em um estacionamento, os gratuitos e os particulares, encontramos carros ocupando vagas em excesso, nas filas os compadrios são exercidos sem se preocupar com quem está no final…
Nas escolas a lei da maior nota, prova a capacidade de passar ou não passar de ano… Quem consegue ficar a cima de sete são criaturas capazes, quem fica abaixo de sete são incapazes favorecendo a lei do mais esperto. Não precisa saber, basta copiar e colar para ser promovido… Certo dia estava eu em uma fila de supermercado. Na minha frente três jovens rapazes a conversar alto e sorrir, como é próprio dos jovens. Eles falavam da vantagem de ter carro, computador, internet… Um fazia economia e os outros dois, engenharia em faculdades federais…
Eram rapazes de classe média alta e que certamente vinham de uma escola particular do curso médio para acessarem cursos nas federais de elite. Suas roupas e vocabulário chamavam a atenção, vez ou outra aparecia um tema interessante da atualidade e eles discutiam animadamente...
Um deles jogava basquete e nas horas vagas pegava o carro do pai e colocava como Uber e com o dinheiro financiava as baladas, os outros se envolviam em pesquisas para de posse das bolsas se autofinanciarem…
- Como vocês conseguem participar das pesquisas dos professores? Perguntou um deles…
- Fácil, somos amigos, estamos sempre à disposição deles… ganhamos no papo!
Nada demais até então e até louvável a conversa dos rapazes, retirando a parte da “sedução” aos professores. Mas ai surgiu algo que não pode faltar no “papo” estudantil as provas e os trabalhos… Todos eles eram usuários contumaz do Google! Copiar e colar… Coletar provas dos anos anteriores levar e das mais variadas formas repassar as respostas… A quem esses rapazes querem enganar? Cada um contando suas vantagens em relação ao tema. Dando exemplos e criticando aqueles que não utilizavam dessas tecnologias…
E quanto ao professor? Segundo eles nunca descobriam. Ou não liam, ou não tinham tempo para pesquisarem ou se atrapalhavam diante de tantas respostas para conferir… Fiquei pensando naqueles futuros profissionais… E em quem depende deles… E, claro, em nós. Umburana de CheiroResultado de imagem para jovens

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