segunda-feira, 6 de março de 2017

Chiquinha Gonzaga


Francisca Edwiges Neves Gonzaga era filha do militar José Basileu e da mulata Rosa Maria de Lima. Ganhou um piano de seu pai aos 9 anos e compôs a sua primeira música aos 11 anos.

Casou-se com o oficial da Marinha Mercante aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho. No ano seguinte, teve Maria.

Aos vinte já seduzida pela música, separou-se do marido e rompeu com o seu pai, passando a viver com João Baptista, um bon-vivant com quem teve a uma filha. Mudou-se para o interior de Minas em 1876. Separando-se ao surpreendê-lo com outra. Deixou-o, com a filha, que ainda não tinha um ano e se dedicou de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

Introduzida nas rodas de choros do Rio pelo flautista Antônio da Silva compôs num desses encontros de músicos, em 1877, de improviso, a polca "Atraente", fazendo sucesso, musicou operetas, dirigiu concertos e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Chiquinha participava ativamente do movimento ante escravidão e pela proclamação da República vendendo nas portas suas partituras, para adquirir fundos para as causas.

Em 1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca". Essa música fez tanto sucesso que foi incluída na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.

Casou-se com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, João Gualberto. No ano seguinte, teve Maria.

Três anos depois, já seduzida pela música, decidiu separar-se do marido, o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.

Chiquinha passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher, Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

O flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela compôs, de improviso, a polca "Atraente", seu primeiro sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Além da música, Chiquinha participava ativamente do movimento pela libertação dos escravos. Vendia de porta em porta suas partituras, a fim de angariar fundos para a causa. Com o dinheiro que conseguiu ao vender a partitura de sua música "Caramuru", Chiquinha Gonzaga comprou, em 1888, a alforria do escravo e músico José Flauta, antecipando-se poucos meses à Lei Áurea. Foi também uma participante ativa da campanha pela proclamação da República.


Em 1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca". Um sucesso incluído na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.

O "Ó Abre Alas" foi composto em 1899 enquanto ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andarai. Em 1902, viajou à Europa, mudandou-se para Lisboa em 1906. Quando voltou trouxe Joãozinho Gonzaga, um rapaz 36 anos mais jovem, que havia conhecido ainda no Rio e que precisou ser adotado, por ela para poder acompanhá-la.

Em 1912, assistiu à estreia de "Forrobodó", opereta que musicara, escrita por Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. Três anos depois, Chiquinha musicou a peça "A Sertaneja", de Viriato Correia.

Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), em 1917, e lançou campanha de fundos destinados à construção de uma nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do Hino Nacional Brasileiro, dois anos depois.

Em 1933, aos 85 anos, escreveu sua última partitura, "Maria". Morreu em 1935. Msicou aproximadamente 77 peças de teatro. Sua obra reúne mais de 2.000 composições, entre valsas, polcas, tangos, maxixes, lundus, fados, serenatas, músicas sacras. Entre suas inesquecíveis criações estão "Ó Abre Alas", "Atraente", "Casa de caboclo", "Faceiro", "Falena" e "Lua branca"o em nquanto ouvia o ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí, em 1899,


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