Chiquinha
Gonzaga
Francisca
Edwiges Neves Gonzaga era filha do militar José Basileu e da mulata
Rosa Maria de Lima. Ganhou um piano de seu pai aos 9 anos e compôs a
sua primeira música aos 11 anos.
Casou-se
com o oficial da Marinha Mercante aos 13 anos. Aos 16, nasceu o
primeiro filho. No ano seguinte, teve Maria.
Aos
vinte já seduzida pela música, separou-se do marido e rompeu com o
seu pai, passando a viver com João Baptista, um bon-vivant com quem
teve a uma filha. Mudou-se para o interior de Minas em 1876.
Separando-se ao surpreendê-lo com outra. Deixou-o, com a filha, que
ainda não tinha um ano e se dedicou de vez para a carreira
artística, compondo e dando aulas para se sustentar.
Introduzida
nas rodas de choros do Rio pelo flautista Antônio da Silva compôs
num desses encontros de músicos, em 1877, de improviso, a polca
"Atraente", fazendo sucesso, musicou operetas, dirigiu
concertos e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Chiquinha
participava ativamente do movimento ante escravidão e pela
proclamação da República vendendo nas portas suas partituras, para
adquirir fundos para as causas.
Em
1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha
Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria
uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca".
Essa música fez tanto sucesso que foi incluída na revista
luso-brasileira Cá e Lá, encenada em Portugal e executada numa
audição no Palácio do Catete, feita por Nair de Tefé, a esposa do
presidente . O evento foi considerado uma quebra de protocolo e um
escândalo nas altas esferas do poder brasileiro.
Casou-se
com o oficial da Marinha Mercante Jacinto Ribeiro do Amaral aos 13
anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, João Gualberto. No ano
seguinte, teve Maria.
Três
anos depois, já seduzida pela música, decidiu separar-se do marido,
o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.
Chiquinha
passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem
teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o
interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher,
Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um
ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando
aulas para se sustentar.
O
flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões
do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela
compôs, de improviso, a polca "Atraente", seu primeiro
sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a
primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
Além
da música, Chiquinha participava ativamente do movimento pela
libertação dos escravos. Vendia de porta em porta suas partituras,
a fim de angariar fundos para a causa. Com o dinheiro que conseguiu
ao vender a partitura de sua música "Caramuru", Chiquinha
Gonzaga comprou, em 1888, a alforria do escravo e músico José
Flauta, antecipando-se poucos meses à Lei Áurea. Foi também uma
participante ativa da campanha pela proclamação da República.
Em
1897, compôs o tango "Gaúcho", lançado na peça "Zizinha
Maxixe", de Machado Careca que, quatro anos mais tarde, faria
uma letra para a composição, que passaria a se chamar "Corta-Jaca".
Um sucesso incluído na revista luso-brasileira Cá e Lá, encenada
em Portugal e executada numa audição no Palácio do Catete, feita
por Nair de Tefé, a esposa do presidente . O evento foi considerado
uma quebra de protocolo e um escândalo nas altas esferas do poder
brasileiro.
O
"Ó Abre Alas" foi composto em 1899 enquanto ouvia o
ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andarai. Em 1902, viajou à
Europa, mudandou-se para Lisboa em 1906. Quando voltou trouxe
Joãozinho Gonzaga, um rapaz 36 anos mais jovem, que havia conhecido
ainda no Rio e que precisou ser adotado, por ela para poder
acompanhá-la.
Em
1912, assistiu à estreia de "Forrobodó", opereta que
musicara, escrita por Luiz Peixoto e Carlos Bittencourt. Três anos
depois, Chiquinha musicou a peça "A Sertaneja", de Viriato
Correia.
Participou
da fundação da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), em
1917, e lançou campanha de fundos destinados à construção de uma
nova sepultura para Francisco Manuel da Silva, compositor do Hino
Nacional Brasileiro, dois anos depois.
Em
1933, aos 85 anos, escreveu sua última partitura, "Maria".
Morreu em 1935. Msicou aproximadamente 77 peças de teatro. Sua obra
reúne mais de 2.000 composições, entre valsas, polcas, tangos,
maxixes, lundus, fados, serenatas, músicas sacras. Entre suas
inesquecíveis criações estão "Ó Abre Alas",
"Atraente", "Casa de caboclo", "Faceiro",
"Falena" e "Lua branca"o em nquanto ouvia o
ensaio do Cordão Rosa de Ouro, no Andaraí, em 1899,
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