sábado, 25 de fevereiro de 2017

Truculência

Estavam todos na mesa tomando o café matinal eram uns 20, tudo muito animado naquela manhã de sol, no hotel. Ficava em uma comunidade pequena a beira mar... lá todos, obrigatoriamente, se conheciam devido ao tamanho do lugarejo e a quantidade de habitantes. Em meio aquela alegria surge Luis, cabisbaixo, aparentando um humor completamente oposto aos que ali estavam. Todos pararam de chofre o que estavam fazendo, xícaras no ar, bolos a caminho da boca, sorrisos petrificados, olhos a interrogar. 
O que se passava com Luis? Era sempre educado, falante, alegre... descontraído. Ali todos não só o conheciam, mas, também, eram "dependentes" dele em muitas questões como saúde, segurança, justiça, por conta da sua boa qualificação... é que poucos profissionais qualificados se dispunham a morar naquele povoado. Muitos iam apenas fazer turismo ou quando muito executar um pequeno projeto e logo depois iam embora. Apesar de o lugar ser paradisíaco, as adversidades em relação a acessos eram muito grandes. 
Só Luis permanecia e já estava a residir por lá a uns cinco anos… Era um rapaz muito competente, solteiro, maduro, de boa família e de boa aparência. Muito requisitado pelas moças do povoado tinha uma predileção por moças muito jovens, apesar de já existir a Lei contra Pedofilia, ele acreditava que ninguém iria, jamais, lhe denunciar a comunidade fechava os olhos, apesar de os mais velhos não aprovarem e acredita-se que todas ou a grande maioria já tinha passado por seus vigorosos braços. Mas havia uma, entre elas, que ele estava sempre voltando... namorava, deixava, voltava a namorar e isso a um bom tempo. A moça em questão, muito nova, pouco se importava, pois estava sempre a flertar com os rapazes que por lá apareciam em busca de aventuras... 
Começou então uma conversa de “machões” quando alguém quebrou o silêncio e falou, isso foi mais uma "gaia" que ele levou, outro completou: também quem manda gostar de menininhas? Oh Luis deixa de fazer drama e parte para outra, daqui a pouco vocês voltam. Ele nada respondeu, apenas olhou, olhou e foi tomar seu café. O amigo que estava próximo ao que falou perguntou: mas por que ele não leva a sério esse caso de uma vez? O outro respondeu, a meu amigo ele quer apenas passar tempo com ela, aquele ali não casa com ninguém. Então, aquente completou. 
Terminado o café e não satisfeito um dos amigos mais velhos e também bastante namorador, com fama de mulherengo incurável se aproximou dele e disse rapaz vou lhe dar um conselho, arranja uma mulher de verdade, gostosa, cheirosa, cheia de corpo de preferência e deixa esses projetos de gente para namorar com os rapazes da própria idade. Homens iguais a nós nada tem a ganhar com elas só dor de cabeça... Luis um pouco irritado reclamou: veja bem, você já viu. Eu só gosto de menina nova e quanto mais jovem melhor... fico ali entre as ninfetas dos 12 aos 15 no máximo e só procuro uma mulher mais velha quando estou sem opção... 
O outro insistiu, com cara de pena, mas o que você nelas? Não tem peito, não tem bunda... parecem mais uma vassoura com aquele monte de cabelo e começou a rir - olha eu gosto e pronto! Mas rapaz veja bem esse pessoal nem gozar, goza... Luis, agora muito chateado, como não goza? Você por acaso tá me diminuindo como homem? Eu sei amar uma mulher, sei fazê-la feliz... Veja, eu não to duvidando de você, da sua capacidade e sim delas… disse o amigo. Por que? Por que mulher nova meu caro, não goza, tem agonia! Dizendo isso e deixando o outro perplexo foi embora… Umburana de Cheiro

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