Por esses dias tenho sabido de várias partidas... em janeiro passado partiu para a casa do Pai um tio muito querido, foi assim de repente, depois notícias de amigos e parentes que também seguiram... Ainda a semana passada foi uma tia e aos poucos toda geração da minha mãe e pai esta indo embora... Qualquer que seja a forma da ida é sempre dolorosa é uma ida sem volta é um voltar a um estado que se tinha antes de aqui chegar, onde chegada e partida acontecem no mesmo momento. O nosso primeiro grito seria de alegria pela chegada ou dor pela partida que se inicia? Não sabemos, são mistérios ainda a desvendar... O fato é que a cada partida nos sentimos menor, mais fragilizados, mais certos da nossa ida. É como se fosse um lembrete para arrumar a mala de uma viagem que temos certeza que faremos mas, que nunca queremos nela, pensar.. Aqui chegamos sozinhos e nada trazemos, apenas, acredito, uma enorme vontade ou necessidade de amar e nesse nosso caminho reconhecemos pessoas e delas nos aproximamos para construir juntos algo... Muitas vezes pessoas tão estranhas ao nosso cotidiano que ficamos espantados. É como um ímã que nos aproxima de tal forma que fica difícil separar… Seria encontro de almas? Quem sabe? O certo é que nos dispomos a seguir juntos, formar uma família, outras vezes uma missão e assim vamos nos cercando de coisas e pessoas que amamos até que chega a hora e partimos. Nada levamos, mas, muito deixamos... Sempre deixamos... Não queria falar sobre este tema, mais vi ou revi os lindos olhos da minha amiga Dora na sua doce juventude. O encontro da sua alma com a alma daquele que iria lhe proporcionar possibilidades outras, aqui na terra. Não importa o que aconteceu durante o caminho o importante é que viveram tudo que tinham para viver e agora se despedem… Esta minha amiga já nasceu amando Delano e ainda muito jovem não só o reconheceu, como o trouxe para perto de si. Hoje ele voltou e deixou com ela as lembranças daquele doce amor nas figuras dos seus filhos e netos. Que ele chegue em paz a nova morada e que os que aqui ficaram, fragmentos de sua alma, continuem trilhando esta estrada de forma correta e que saibam adubá-la e semeá-la como seus pais e avós semearam…Dora, receba meu abraço fraterno: Marise Helena

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