Malhadas do destino
Da vida quase nada
sei
apenas do canto da
sabiá, do galo de campina
do cheiro da terra
molhada nas malhadas do destino
Nas terras que um
dia deixei o rio andou por lá
hoje restam pegadas
amorfas, campos estéreis, saudades ...
O mandacaru teima
aqui e ali brota querendo voltar.
Um xique-xique
espinhoso, aponta os espinhos esturricados de sol,
sal num deserto sem
par
Que foi feito dos
pássaros
que viviam a cantar?
Das rosas e das
borboletas
coloridas?
Do zoar das abelhas
a engravidar as flores?
As águas que, por
aqui, correram será
que encontraram o
mar?
Uma faveleira morta,
mostra a sina do lugar….
Umburana de Cheiro

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