quinta-feira, 27 de abril de 2017

Malhadas do destino

Da vida quase nada sei
apenas do canto da sabiá, do galo de campina
do cheiro da terra molhada nas malhadas do destino
Nas terras que um dia deixei o rio andou por lá
hoje restam pegadas amorfas, campos estéreis, saudades ...
O mandacaru teima aqui e ali brota querendo voltar.
Um xique-xique espinhoso, aponta os espinhos esturricados de sol,
sal num deserto sem par
Que foi feito dos pássaros
que viviam a cantar?
Das rosas e das borboletas
coloridas?
Do zoar das abelhas a engravidar as flores?
As águas que, por aqui, correram será
que encontraram o mar?
Uma faveleira morta, mostra a sina do lugar….


Umburana de Cheiro

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